Depois de rastrear a origem das doações feitas para a pré-campanha de Anthony Garotinho à Presidência da República pelo PMDB em 2006, o Ministério Público estadual vai, agora, concentrar as investigações no destino dado ao restante dos R$ 30 milhões recebidos pelas empresas Emprim e Inconsul, as duas principais doadoras da campanha eleitoral. Uma das ONGs denunciadas, o CBDDC, cuja razão social mudou para Núcleo de Cidadania e Ação Social (Nucas), continua a prestar serviço para o estado.
O deputado Alessandro Molon (PT) vai pedir ao MP que investigue os contratos do Nucas na atual gestão. Em 2008, ele chegou a apresentar um projeto de decreto legislativo para cancelar o contrato da ONG com o IVB, mas o relator, deputado Paulo Melo (PMDB) indeferiu a proposta. Ontem, através de sua assessoria, Melo disse que o projeto apresentava "vício de origem" pois o Legislativo não pode interferir numa decisão que cabe ao Executivo.
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